O Bolsa Família é um programa essencial para milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade. Mas quando o assunto é o benefício para pessoas com deficiência (PcD), muita gente fica com dúvidas sobre como o valor é calculado e quais são os critérios para receber essa ajuda.
Afinal, o programa tem regras específicas que garantem um suporte financeiro maior para estas famílias.
Vamos detalhar o que muda em 2026 e o passo a passo para garantir o seu direito ao pagamento.
O que o Bolsa Família oferece para quem tem deficiência?
O programa não apenas considera a renda da família, mas também as necessidades extras que o cuidado com uma pessoa com deficiência exige. É por isso que existem benefícios adicionais.
O valor base do Bolsa Família é R$ 600, mas ele é complementado por outros pagamentos. Para famílias com integrantes com deficiência ou idosos, há um adicional de R$ 50 por pessoa.
Este valor extra é pago por meio do Benefício Variável Familiar (BVF), que reconhece o custo maior para manter a dignidade e o bem-estar dessas pessoas.
Quem pode receber o adicional para PcD?
A regra é simples, mas precisa ser seguida à risca para que o benefício seja liberado. O foco é em famílias que se encaixam nos critérios de pobreza e extrema pobreza.
Para ter direito, o beneficiário com deficiência deve:
- Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), com os dados atualizados nos últimos 24 meses.
- Ter um laudo médico que comprove a deficiência.
- A renda familiar mensal por pessoa não pode passar de R$ 218.
É importante que a deficiência seja registrada corretamente no CadÚnico. É essa informação que dispara o pagamento do adicional.
Inscrição Bolsa Família para deficientes
Se você já recebe o Bolsa Família e tem um membro da família com deficiência, é preciso garantir que o cadastro esteja 100% correto. A atualização constante é a chave.
1. Manter o CadÚnico Atualizado
Vá até o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do seu município. Informe sobre a presença de um membro com deficiência na família.
Leve todos os documentos, incluindo RG, CPF, comprovante de residência e, principalmente, o laudo médico que confirma a deficiência. O prazo máximo de atualização é a cada dois anos.
2. Atenção à Renda
A regra de renda de R$ 218 por pessoa é a mais importante. Se a família receber algum valor extra isso pode impactar o cálculo.
3. A Regra de Proteção
Se a sua renda aumentar e passar um pouco do limite, você não perde o benefício imediatamente. A Regra de Proteção garante que a família continue recebendo 50% do valor por até 24 meses.
Outros Benefícios que se somam ao Bolsa Família
Além do adicional de R$ 50 para pessoas com deficiência e idosos, o programa conta com outros valores importantes:
- Benefício Primeira Infância (BPI): R$ 150 por criança de até 7 anos.
- Benefício Variável Familiar (BVF): R$ 50 para gestantes e jovens entre 7 e 18 anos.
A soma de todos esses valores garante que o suporte financeiro seja proporcional ao tamanho e às necessidades de cada núcleo familiar.
A fiscalização dos dados é feita de forma contínua pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Por isso, a transparência e a verdade no CadÚnico são obrigatórias para não ter o benefício cancelado.